eleição

Neste domingo, 29/10/2018, ocorre o segundo turno da eleição mais cheia de extremos que vi, com o cenário mais dividido e politizado dos…

neste domingo, 29/10/2018, ocorre o segundo turno da eleição mais cheia de extremos que vi, com o cenário mais dividido e politizado dos últimos anos.

durante os meses de 2018 vi amigos compartilhando ideias, posições e apoios das formas mais variados, infelizmente, uma grande parte se apoia em mentiras, em exageros ou em achar que tudo bem ignorar um ou outro aspecto político “menos importante” de algum candidato, como se não estivessem levando o pacote todo, como se um lado da balança compensasse o outro.

estamos mais politizados e vocais, mas tratamos a política como futebol, todos defendendo seus times e atacando os outros, vendo apenas aquilo que queremos ver e ignorando fatos, deixando invencionices e distorções nos direcionar. estamos olhando, mas escolhemos não ver e aceitar que os erros de um são tão grandes quanto os do outro.

em um estado democrático de direito, todos temos o direito de votar em quem quiser, inclusive não votar, essa é uma conquista da democracia que deve sempre ser respeitada. mas também devemos ter o dever de entender profundamente nossas escolhas, que os candidatos são um complexo de ideias e ações e que todas elas estão interligadas, que todas são parte do pacote.

devemos sempre prezar pela escolha do melhor, que mais está alinhado com nossa visão de vida, mas entender que raramente iremos concordar com tudo e que, nesses casos, devemos lutar por essas diferenças. é esse jogo de equilíbrio que fortalece a democracia.

no caso onde não temos mais o melhor, onde fomos para o que se tem hoje, então temos que entender qual o ônus de nossa decisão. e aceitar que a escolha agora é baseada em pilares fundamentais, em pontos de inflexão. a avaliação é: dos candidatos, qual o que menos distorce minha ideologia?

se você irá votar nulo, por não concordar com ninguém, está no seu pleno direito e não aceite que te culpem pela vitória de um ou de outro, a vitória foi dada pelos que votaram, sempre. sua responsabilidade é se posicionar e exercer o papel de cidadão, lutando pelo que acredita sem se isentar das responsabilidades na criação de um país melhor.

se você irá votar no bolsonaro, entenda que ele é um candidato despreparado, que não foi a debates, mesmo liberado pelos médicos, apesar de dar entrevistas por aí. entenda que seus discursos são de ódio e que ele inflama a sensação de nós contra eles, que ele tenta trazer um período vergonhoso de nossa história de volta, como se fosse algo bom, que ele deu várias declarações absurdas sobre vários temas e que suas respostas para problemas complexos são, quando existem, simplistas e sem direção.

se você irá votar no haddad, entenda que ele faz parte de um partido que entrou no governo com promessas mil e não fez todas, que apesar das claras evoluções em muitos âmbitos, deixou a desejar e traiu a confiança de muitos, virando mais um partido com corruptos e envolvido em esquemas. entenda que o pt precisa sim se distanciar do lula, que tem que evoluir e não ficar apenas nas promessas, que os erros existiram e devem ser assumidos e corrigidos. entenda que o pt joga tão sujo quanto qualquer outro, que suas táticas são questionáveis.

devemos ser críticos em nossas escolhas e aceitar o que vem de bom e combater o que vem de ruim. independente de quem ganhar, não podemos nos omitir e jogar a culpa no outro, não podemos lavar as mãos e deixar que a sorte nos leve. sejamos conscientes de que no dia 1 de janeiro de 2019 o país não vai melhorar, seja quem estiver na presidência, teremos anos difíceis pela frente e que só com união, deixando de lado a guerra ideológica que vivemos agora, teremos chance de um futuro menos árduo.

você que está em dúvida de quem votar ou quiser conversar mais sobre, pode me procurar, vai que te ajudo.